sábado, 24 de setembro de 2011

É Primaveeera!

Marquei encontro com o sol de primavera, nesta linda manhã!

Me dei ao desfrute do calor morninho do sol e do frescor da brisa que vinha do mar, ao correr livremente, "só no sapatinho",  pelo calçadão da praia! Tudo tão bom!

Com o pensar  livre, leve e solto, me  peguei revisitando o meu  tempo de aluna no ginasial., ensanhando uma música de saudação à primavera, que numa das estrofes,  assim dizia  "... desperta no bosque gentil primavera, com ela chegou o canto, gorjeio do sabiá...". Muito bucólico!

Lembrei-me de Dona Cecília, senhorinha, delicadíssima,  professora de canto, que no execício do que se propunha,  se desdobrava para prender a nossa atenção na melodia, rsrsr...
Nós as desafinadas, molecas, assanhadas, brincávamos ao mesmo tempo, dificultando de certa forma,  a harmonia pretendida.

Rememorar e atualizar as sensações aí  contidas, me turbinou nesta manhã.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

(Des) Caminhos.

Após uns dias em silêncio, retomo a este meu espaço de fala, com renovadas energias, que fui burilar nesta manhã, caminhando ao sol,  ao som das ondas do mar,  com toda poética imaginável desse belo encontro.

Eu e o mar!!! O mar e eu!!! Hum!!! Definitivamente temos algo em comum.
O danado me faz um bem!!! Quando me sintonizo   totalmente  em sua frequência, permitindo ressoar em meu corpo os seus sons,  ora plácidos, ora inquietos de seu ir e vir.

Um  poder de interagir com os meus ruídos,  me levando a argüir aquilo que não consigo ainda concluir e ou  aceitar  aquilo que não tenho como mudar.

Desse encontro, costumo  sair muída,  por que de impulso me lanço toda para atender a  seu convite, o de   caminhar em suas bordas rente a areia!  É só neste seu espaço que me sinto segura, pois não sei nadar,  respeito-o  demais!

Me ponho a  andar  ora te encaro de frente e  ando!... Ando!...Ando!...Haja pernas! Ora é você,  que me pega pelos flancos, chacoalhando-me,  trazendo-me para o presente, através de uma   esquiva necessária para prosseguir.

Após alguns quilômetros percorridos, ao  sol que se apresenta  por inteiro nesta jornada, só  por hoje,  ponho fim a esse encontro e volto ao  ponto de partida, já me percebendo numa nova condição.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O sol volta a brilhar em minha janela


Aos poucos o sol volta a brilhar em minha janela nas manhãs, morno e com muita luminosidade!
Aquecendo- me alma, convidando-me a saracutiar por aí!
Olhar pessoas, coisas, ouvir sons, provar sabores...
Delííícia!!! como diz Isac,  meu priminho/sobrinho de 02 aninhos.
Com o rosto iluminado pelo  já experimentado e o  olhar curioso do ainda não visto.
Contagiante, pois  tudo parece ter um quanto a mais de energia!

Muito bom de ver, sentir, ouvir!...
Pulso nesta levada, porque me faz bem! Me apasigua e me da continência!
Pois quando busco as palavras! Sim as palavras que melhor possam assim dizer do que sou e de como estou, encontro-as!
Gratificante este encontro,  pois me empodera.
E aí me descubro, descobrindo  que definitivamente, sou mais do sol, sou da luz!
Com todo o  respeito aos opostos que assim se institui, enquanto contraponto.

Consigo então  dizer mais uma vez desse meu querer, na procura de novas ressignificações.
E toco em frente, pois assim é preciso!


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A palavra que dê conta.

Tem momentos nesta vida, que me vejo tão aqui no agora do tempo presente, mas tão! Tão!
 Que sinto dificuldades de lidar comigo nesta condição.
Estar com tudo isto posto e tão real que me dá uma gastura inexplicável!
O que tem vindo ao meu socorro é correr para o PC e escrever, sim, escrever!...  Em busca das palavras que possam dar conta desses “chove-não-molha”!
Uma agonia advinda de tal de querer, aquilo que não se teve e que, por conseguinte, não deveria comparecer. Mas que vem e retorna volte e meia com vigor!...
 Que insisti, sem por nem tirar, num vazio, que nem a solidão de espaços abruptamente desocupados na vida, delicados de administrar pela dificuldade da palavra apropriada para nomeá-lo.
Pois é como que nos arremessasse , levando-nos a dar de cara com o idealizado, mas não realizado, que é por si necessário, bem sabemos, mas que só a posteriores.
Assim, não encontrando a palavra que aprisione por completo isso aí, fico transitoriamente com algumas: agonia, desalinho, desassosego, melancolia, deprê...,... e por aí vai!
Que assim seja, não!

domingo, 24 de julho de 2011

A Vida não para não! Não para não!...
A constatação dessa verdade tem dias que me faz ficar muito introspectiva.
Hoje é um deles, muito propício, aliás,
O dia amanheceu cinza!
 Olho pela vidraça de minha sala e vejo as nuvens no céu, caminhando rápidas para despejar a sua encomenda preciosa, água, dá-lhe!...
Olho em volta, com um olhar passivo de quem bem sabe não poder intervir nesta lógica inexorável.
Na falta!...
Dirijo-me para a cozinha, ponho no fogo um feijão amigo com tudo dentro e pronto!
Crendo assim poder forrar o estomago e aquecer a alma.
Que jeito?!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pelas Ruas da Cidade




Por força de necessidades criadas, tenho andado amiúde pelas ruas da cidade de Vitória, me permitindo redescobrir lugares dantes esquecidos numa das muitas esquinas de minha vida.
Falo de meu retorno ao Mercado da Vila Rubim! Que ainda me encanta tal como em criança, com a sua áurea mágica de um comércio diferente e resistente, mesmo que a modernidade insista em dizer não.
Da curtição olfativa dos variados cheiros de matos para banhos e chás.
Dos incensos, sim os incensos! São muitos, são mis...! Realço os de Iansã, Ogum, Oxossi, Oxum, Iemanjá para iluminar e abrir os caminhos!
Do entreter-me na leitura dos nomes dos produtos infalíveis para dor da desilusão amorosa, retorno imediato do amor perdido e quebranto de um amor proibido...
Da apreciação das estatuetas das divindades do Candomblé, Umbanda, Santas e Santos Católicos e dos muitos apetrechos para os trabalhos de oferendas, expostos que estão no maior sincretismo de possibilidades.
De presenciar o desenrolar da aquisição de produtos intencionais para um trabalho de oferenda, riqueza de detalhes do prescrito no receituário, um pedaço de uma folha de caderno.
Do diálogo de barganha no processo de negociação de um produto, impagável!
Da simplicidade das pessoas que por ali trabalham e transitam encantadas que são em autenticidade.  

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Na trama  que teço diariamente, supero uma de minhas limitações, a lida com agulhas, linhas,  teias, fios,...,... 
Que  ao se   entrelaçarem  vão  compondo este meu  novo viver.
Engendrado de idéias, atitudes, ações que homeopaticamente,  subvertem um ordem, que se supunha estabelecida.
Neste meu  atelier individual de  energias e caprichos, busco resignificar, entre uma laçada e outra,  o que é de meu viver.
Releio com alegria as já liberadas, foi!!!
De forma amorosa busco cuidar daquelas, sim  aquelas!!!
Tão minhas e que  dizem sim,  à espreita questionando!
E aí ?!
Hum! Hum!...
Tenho muito o que tecer!...