terça-feira, 23 de julho de 2013

As flores do jardim de minha casa.


Ontem,  flores em botão!...

















Hoje, flores desabrochadas!...

Assim está o meu jardim, gracioso com o viço de meu orquidário, que a cada inverno manifesta-se brinda-me com seu processar natural.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Um novo que está porvir.

Assim amanheceu esta terça-feira, morna de pleno inverno, após uma noite de muitas chuvas, trovoadas e relâmpagos. A  minha alma assim está como as castanheiras, que tenho como companhia enquanto insisto em cuidar de minhas articulações, alongando-as   com os galhos vivos   à mostra e à espera de um novo que está porvir.
O meu pensar  vagueia entre as folhas secas amareladas, que ao secarem cairão, desnudando mais ainda  os galhos, trazendo o azul do céu como  limite possível para depurar uma tremenda  desilusão politica de um ontem  muito ruim para os capixabas, quando aqueles que tínhamos até  então como nossos representantes na Assembléia Legislativa e Governo de Estado, decorrente de  um processo eleitoral considerado democrático e em construção, viraram  os  nossos maiores inimigos,  numa manobra sem precedentes  na  história desse Estado, tramaram e executaram uma  ação traiçoeira, considerando inconstitucional um clamor  legítimo vindo das ruas, o fim da cobrança indevida do pedágio da Terceira Ponte entre o município de Vitória e Vila Velha.
Porvir, que quero crer ser possível concretizar com uma reforma política de base, sabe! O modelo que ora vige, está viciado e sob controle de grupos políticos que não estam compromissados com as demandas da maioria.
Sem ser vidente, acompanhando minimamente o que dizem esses políticos, é possível prevê o que nos espera no real,  a manutenção do Senhor da  casa grande com seus regalos e benesses; com  aparatos da bárbarie de capitães do mato, tudo isso extensivos aos cupinchas e bajuladores...,...é  triste! Muito triste!...
Sinceramente!!! Como  anseio por este  porvir, cujo o desabrochar tal como as castanheiras, geraria novas folhas verdes para cobrir os galhos, enchendo-as de vigor, dignidade e beleza.   

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Terra de Mulheres Guerreiras.





Patrimônio da Penha
 Diz a lenda, que nos tempos idos, na Serra do Caparaó, existiam tribos indígenas, que quando os homens saiam para guerrear e ou caçar, as mulheres  assumiam as responsabilidades do cotidiano das aldeias, de forma aguerrida garantindo os espaços de existência das comunidades, por conta disso eram tidas como guerreiras, no tempo presente os nativos que por ali residem, costumam dizer que a cada mulher  que  fixa residência na região,  são essas guerreiras  retornando.
No encantamento dessa possibilidade, eis que me encontrei em Patrimônio da Penha, distrito de Divino São Lourenço, último município antecipado do Espírito Santo, caminhando por suas ruas estreitas de casas de pé baixo de cores vivas e  variadas com olhar de quem quer muito saber.
Carinhosamente guiada  pela  "Bel",  amiga dos tempos de vivências psicodramáticas, que ao  contar esta lenda, transportou-me para um universo mágico da mata atlântica,  numa aventura de rara beleza,  de muitas emoções e aprendizados. Realidade que  inundou minha alma de paz, silenciando a minha voz, alargando minhas narinas, aguçando os meus ouvidos, arregalando os meus olhos, arrepiando minha pele e forçando minhas pernas num caminhar titubeante na busca do equílibrio, para transpor os obstáculos naturais do solo acidentado das trilhas demarcadas para caminhadas de morro acima e mato a dentro.

De cajado em punho, sintonizada com os sons diferenciados de águas corrediças, de movimentos de folhas, galhos, aves, animais  e demais viventes, deixei que minha mente vagasse com uma certa liberdade, mediada pelo temor necessário de sobrevivência, frente a uma ambiência, ainda não explorada, mas que não sei dizer muito bem o porquê, já conhecida, pois suponho que trago em mim  a  magia desse lugar, metaforizada na  lenda dessas índias guerreiras.







terça-feira, 4 de junho de 2013

As Sete Mulheres e Um Homem da Casa de Meus Pais.


Venho de uma família de sete mulheres e um homem, na qual ouvi de meus pais a justificativa em tom de "brincadeiras" que assim se deu pela insistente tentativa de ter um filho homem, que por sinal é o caçula,  depositário de muitas expectativas,  muitas vezes  difíceis de administrá-las, segundo a fala do mesmo.

O que me leva resgatar esse real e estar aqui falando dele,  é o fato de que volte e meia eu me equivoco com esta contagem, excluo um da lista. O que me faz  sentir culpa pelo ato,  na medida que sei que nada é por acaso, não é assim?!

Fico pensativa  de tamanho erro de cálculo numa operação que deveria ser bem simples, dizer do número de irmãos que tenho. Por conta  dessa repetição indesejável, resgatei uma forma de controle  mas que mesmo assim, volte e meia  ainda escapole. É lá do meu tempo de iniciação matemático,  contar nos dedos das mãos quantos são antes de dizer do resultado!...

Então, foi o que fiz nessa terça-feira de  manhã chuvosa e de temperatura amena, voltei no texto aqui publicado sobre os cuidados de minha mãe em relação as suas filhas mulheres, postado em 23/03/13 e me permiti,  refazer os ajutes após os devidos cálculos do número exato que somos de mulheres na família, nomeando-as uma-a-uma a partir do auxílio de meus dedos. Agora assim em paz com o resultado obtido,  consegui  que todas  se fizessem presentes, acrescidas  no aqui e agora também da de meu irmão.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Outono em minha alma


É esse o visual que ora a natureza tem me brindado todas manhãs, quando  deito de barriga prá cima para dar continuidade às atividades físicas, que  faço todos os dias em busca de uma melhor reorganização de meu corpo.
É outono e a brisa agradável a  beira do mar da praia de Camburi, me traz a certeza de que em breve experimentaremos, temperaturas mais suaves e até mais frias. 
Percebo que esta mudança se processa em minha alma também, é uma névoa que se apresenta de braços dados com uma aragem  fresca pela manhã, me pondo mais introspectiva, que vai se dissipando aos poucos a partir dos encontros calorosos do dia-a-dia, podendo retornar com um pouco mais de intensidade ao entardecer






quinta-feira, 11 de abril de 2013

Salve Maurília Queiroga!!!...




Nesse início de Abril/13, perdi  uma amiga de muitas lutas e construções políticas do modo de ser e estar, mulher negra nesse país.

Faleceu Maurília Queiroga, mulher altiva, de personalidade  forte, filha da Dona Cicidinha lá das Gerais!!!

Mulher de seu tempo, inquieta e revolucionária, que  deixa um legado de muito trabalho na luta pela valorização das diferenças e  inclusivas  do masculino, nas questões de trato da saúde das mulheres e dos homens, enquanto políticas públicas.
                                                                               
                                                                                          Salve! Salve amiga!!!...