sexta-feira, 26 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
As flores do jardim de minha casa.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Um novo que está porvir.
Assim amanheceu esta terça-feira, morna de pleno inverno, após uma noite de muitas chuvas, trovoadas e relâmpagos. A minha alma assim está como as castanheiras, que tenho como companhia enquanto insisto em cuidar de minhas articulações, alongando-as com os galhos vivos à mostra e à espera de um novo que está porvir.
O meu pensar vagueia entre as folhas secas amareladas, que ao secarem cairão, desnudando mais ainda os galhos, trazendo o azul do céu como limite possível para depurar uma tremenda desilusão politica de um ontem muito ruim para os capixabas, quando aqueles que tínhamos até então como nossos representantes na Assembléia Legislativa e Governo de Estado, decorrente de um processo eleitoral considerado democrático e em construção, viraram os nossos maiores inimigos, numa manobra sem precedentes na história desse Estado, tramaram e executaram uma ação traiçoeira, considerando inconstitucional um clamor legítimo vindo das ruas, o fim da cobrança indevida do pedágio da Terceira Ponte entre o município de Vitória e Vila Velha.
Porvir, que quero crer ser possível concretizar com uma reforma política de base, sabe! O modelo que ora vige, está viciado e sob controle de grupos políticos que não estam compromissados com as demandas da maioria.
Sem ser vidente, acompanhando minimamente o que dizem esses políticos, é possível prevê o que nos espera no real, a manutenção do Senhor da casa grande com seus regalos e benesses; com aparatos da bárbarie de capitães do mato, tudo isso extensivos aos cupinchas e bajuladores...,...é triste! Muito triste!...
Sinceramente!!! Como anseio por este porvir, cujo o desabrochar tal como as castanheiras, geraria novas folhas verdes para cobrir os galhos, enchendo-as de vigor, dignidade e beleza.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Terra de Mulheres Guerreiras.
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| Patrimônio da Penha |
No encantamento dessa possibilidade, eis que me encontrei em Patrimônio da Penha, distrito de Divino São Lourenço, último município antecipado do Espírito Santo, caminhando por suas ruas estreitas de casas de pé baixo de cores vivas e variadas com olhar de quem quer muito saber.
Carinhosamente guiada pela "Bel", amiga dos tempos de vivências psicodramáticas, que ao contar esta lenda, transportou-me para um universo mágico da mata atlântica, numa aventura de rara beleza, de muitas emoções e aprendizados. Realidade que inundou minha alma de paz, silenciando a minha voz, alargando minhas narinas, aguçando os meus ouvidos, arregalando os meus olhos, arrepiando minha pele e forçando minhas pernas num caminhar titubeante na busca do equílibrio, para transpor os obstáculos naturais do solo acidentado das trilhas demarcadas para caminhadas de morro acima e mato a dentro.
De cajado em punho, sintonizada com os sons diferenciados de águas corrediças, de movimentos de folhas, galhos, aves, animais e demais viventes, deixei que minha mente vagasse com uma certa liberdade, mediada pelo temor necessário de sobrevivência, frente a uma ambiência, ainda não explorada, mas que não sei dizer muito bem o porquê, já conhecida, pois suponho que trago em mim a magia desse lugar, metaforizada na lenda dessas índias guerreiras.
De cajado em punho, sintonizada com os sons diferenciados de águas corrediças, de movimentos de folhas, galhos, aves, animais e demais viventes, deixei que minha mente vagasse com uma certa liberdade, mediada pelo temor necessário de sobrevivência, frente a uma ambiência, ainda não explorada, mas que não sei dizer muito bem o porquê, já conhecida, pois suponho que trago em mim a magia desse lugar, metaforizada na lenda dessas índias guerreiras.
terça-feira, 4 de junho de 2013
As Sete Mulheres e Um Homem da Casa de Meus Pais.
Venho de uma família de sete mulheres e um homem, na qual ouvi de meus pais a justificativa em tom de "brincadeiras" que assim se deu pela insistente tentativa de ter um filho homem, que por sinal é o caçula, depositário de muitas expectativas, muitas vezes difíceis de administrá-las, segundo a fala do mesmo.
O que me leva resgatar esse real e estar aqui falando dele, é o fato de que volte e meia eu me equivoco com esta contagem, excluo um da lista. O que me faz sentir culpa pelo ato, na medida que sei que nada é por acaso, não é assim?!
Fico pensativa de tamanho erro de cálculo numa operação que deveria ser bem simples, dizer do número de irmãos que tenho. Por conta dessa repetição indesejável, resgatei uma forma de controle mas que mesmo assim, volte e meia ainda escapole. É lá do meu tempo de iniciação matemático, contar nos dedos das mãos quantos são antes de dizer do resultado!...
Então, foi o que fiz nessa terça-feira de manhã chuvosa e de temperatura amena, voltei no texto aqui publicado sobre os cuidados de minha mãe em relação as suas filhas mulheres, postado em 23/03/13 e me permiti, refazer os ajutes após os devidos cálculos do número exato que somos de mulheres na família, nomeando-as uma-a-uma a partir do auxílio de meus dedos. Agora assim em paz com o resultado obtido, consegui que todas se fizessem presentes, acrescidas no aqui e agora também da de meu irmão.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Outono em minha alma
É esse o visual que ora a natureza tem me brindado todas manhãs, quando deito de barriga prá cima para dar continuidade às atividades físicas, que faço todos os dias em busca de uma melhor reorganização de meu corpo.
É outono e a brisa agradável a beira do mar da praia de Camburi, me traz a certeza de que em breve experimentaremos, temperaturas mais suaves e até mais frias.
Percebo que esta mudança se processa em minha alma também, é uma névoa que se apresenta de braços dados com uma aragem fresca pela manhã, me pondo mais introspectiva, que vai se dissipando aos poucos a partir dos encontros calorosos do dia-a-dia, podendo retornar com um pouco mais de intensidade ao entardecer
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Salve Maurília Queiroga!!!...
Nesse início de Abril/13, perdi uma amiga de muitas lutas e construções políticas do modo de ser e estar, mulher negra nesse país.
Faleceu Maurília Queiroga, mulher altiva, de personalidade forte, filha da Dona Cicidinha lá das Gerais!!!
Mulher de seu tempo, inquieta e revolucionária, que deixa um legado de muito trabalho na luta pela valorização das diferenças e inclusivas do masculino, nas questões de trato da saúde das mulheres e dos homens, enquanto políticas públicas.
Salve! Salve amiga!!!...
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